Me encontrando, me permitindo, me reescrevendo


19/08/2007


Abrindo um parênteses

Sim... algo acontece aos redores de nossos sub-conscientes e não sei como, estamos tão conectados, tão amarrados, respondendo aos mesmos estímulos embora sendo expostos a experiências diferentes. Sonhos que nos rondam e querem dizer alguma coisa roubam a nossa noite, nosso silêncio... nosso entendimento de descanso. Sim... tem algo para acontecer, tá tudo muito diferente... risos à meia noite, portas fechadas, mesmo sofá, elogios, ajuda e uma forte aspiração a unidade. Tudo muito estranho... e depois disso esses sonhos... essas vozes, esses encontros, esses momentos tão particulares... um apoiando o  outro independentemente da decisão a ser tomada.  Parece o fim de alguma coisa ou inicio de outra.  

 

 

 

 

 

Escrito por fabiosmusic às 14h26
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08/08/2007


Último capítulo da primeira temporada!!! Me encontrando, me permitindo, me reescrevendo!!!

Assim como a linha do horizonte se estende a nossa frente se perdendo numa inalcançável possibilidade de chegar a algum lugar, me estendi nesse horizonte infinito. Neste trajeto, vi inúmeras imagens e a minha vista foi impregnada de sentido, minha vida de existência, meu caminho de incertezas.

 

(Créditos)

Vinnie... sem palavras... amo vc, menino!!!

Willy, nunca pensei que vc faria tanta falta, vc amadureceu em meses o que levei a vida inteira pra entender.

Flaviano, não importa o que aconteça a culpa é sua, sempre sua!!!

André, é tão pouco o contato e grande a distância, mas tão forte a sua essência entre nós.

Vinnie e Lucio, amigos, adoro vcs, sem dúvida, foi um ótimo Carnaval!!!!

Rique, acho que estou me permitindo! =)

Wesley, obrigado pelo seu apoio sempre!!!

Andréia, se eu pudesse pararia o tempo só pra vc ter certeza do melhor caminho a seguir!

 

Escrito por fabiosmusic às 11h55
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05/08/2007


Desenho estrelas e risco nas bordas do meu caderno pensando sobre o que escrever na folha branca pautada do desafio de não só organizar idéias e palavras mas, de expressar sentimentos, silêncio... vazio. Lá fora, ouço o som triste que pulsa das cordas do violão, um coro de vozes compõe um clamor e notas rasgadas procuram um salvador. Na sala, o deus Pan se manifesta através da TV alternando, ora ou outra, por filmes de ação, desenhos e seriados. Deitado no sofá, tudo muito simples, alguém já está dormindo, indiferente a quase tudo que se passa a sua frente. No quarto, alguém chora os dias que já foram embora e lendo o livro da verdade parece não entender o que as palavras querem realmente dizer. No fundo do corredor está a porta para o meu quarto, sentado na cama, reclamo o vazio do meu computador e me ponho a tentar escrever no velho caderno, as palavras saem truncadas, sem vida, sem nexo, sem sentido, derrepentemente, tudo que tenho são estrelas e rabiscos a esmo compondo o meu texto. Está ficando tarde e não sei se quero sair, na verdade não quero, mas vou. É melhor do que ficar neste lugar, deixo, então, as lágrimas aqui secando!!!

Escrito por fabiosmusic às 14h23
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21/07/2007


Recém-nascido

Faz parte mesmo do processo chorar ao nascer. Existir é um chorar constante e perder é quase uma regra imputada sobre o ganhar. Preciso te dizer, meu caro, tudo, tudo agora é a mais pura ilusão de se estar vivo. E não saber o que fazer baseado nesses incríveis sete meses de vida é a prova mais viva que estamos existindo. É cedo demais pra dizer o que vai ser ou como vai ser, porque não éramos até o ano passado. Agora, não me diga, por favor, que o meu nascimento é regido pela data que está em minha identidade, isso é um erro. Pela identidade, no máximo, você calcula o tempo que não vivi ou o tempo que não me deixaram viver. Sim, é tudo muito estranho, confuso e a noção de pertencimento me posiciona fora da noção de preenchimento e, seja como for, é assim que dever ser, pelo menos nesse tempo, nesse momento, nesse lugar. O que é isso? Isso é crescer e não importa o quanto tentamos fugir e fingir, crescer é inevitável. Medo? Não é medo, não vejo medo nisso, não sei porquê, não encontro respostas para os encontros e desencontros, talvez seja porque quando não se sabe falar direito todos os verbos significam "amar" e toda atitude... "desejo". Talvez, engatinhar nesse momento seja a resposta mais saudável para amadurecer, amanhã ou depois andar e quando nem ao menos percebermos saber diferenciar e conjugar todos os verbos no passado, presente e futuro, dentre eles amar, gostar, desejar, beijar e odiar.

Escrito por fabiosmusic às 00h06
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20/07/2007


O estado da não presença: o entre-lugar do "eu"

Por: Fábio Mendes Santos

- O Nascimento

A primeira vez que nasci foi um erro, mas a segunda vez foi minha decisão. Se o destino ou a sorte não me fez nascer no meu primeiro nascimento, agora renasço como outro, como soma de tudo que não me deixaram ser, pois, meio sem querer, no meio da noite, me tornei filho da exclusão, dos olhares, dos desejos e de uma intensa vontade de existir e existir, pelo menos por alguns momentos, era tudo que eu precisava para sentir que existia alguém morando aqui dentro.

Eu existi quando ao entrar naquele lugar pude ser eu sem sombra de reprovação e de julgamento e foi assim que, de um dia para o outro, me vi e me reconheci em outros e como outro. Mas, o estar "lá dentro" me trouxe uma idéia de falsa liberdade que só existe no "lá dentro" porque o "aqui fora" continua o mesmo, cuspindo a mesma ideologia estagnante. O meu ser se reparte toda vez que saio desses lugares privados e volto ao mundo das idéias monoconceituais.

Eu vivo neste entre-lugar freqüentemente, pois o estar "lá dentro" evoca uma idéia de unidade e de coletividade que me fortalece no meu "aqui fora" e cada vez que o sol se levanta, me lembrando que tenho que partir, eu volto ao estado de não presença do "eu" para dar lugar a um processo de ser um outro que oprime a totalidade do "eu mesmo". A variação de conduta e de postura me leva a pensar que o estado de não presença do "aqui fora" me faça querer sempre estar "lá dentro".

A minha identidade começa a ser moldada por forças que ora me permite ser eu e ora inibi a minha existência. Morro todas as vezes que tenho que abrir mão de um mundo em detrimento de outro como se o "lá dentro" e o "aqui fora" estivessem sempre em dissonância no mundo. No clarear do dia as mãos, os rostos e os sonhos vão sendo distanciados e substituídos pela realidade me trazendo a sensação que todos estão com medo, usando o medo do outro para tentar ser feliz e termina meio assim: todos se usam, se confudem, se definem, mas no final, quase sempre, se distanciam ou, quem sabe, se escondem.

As pessoas, depois de tanto se esconderem, se mostram se escondendo em lugares fechados, em espaços privados fazendo delas mesmas um constante viver nas fronteiras. Eu penso que para uma construção de identidade mais sólida é necessário que o "estar lá dentro" se estenda para o "aqui fora" para que indivíduos como eu possa existir não só em alguns momentos, mas vinte e quatro horas. A experiência que eu tive foi única, singular, boa e, ao mesmo tempo, um pouco confusa, mas se o mundo ainda não está preparado para unificar esses dois espaços, viverei partilhado, fragmentado em vários outros "eus". Se você é como eu, então, entende o que eu digo.

 

Escrito por fabiosmusic às 20h39
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18/07/2007


 

“But if you never try you’ll never know”

                           Fix you - Coldplay

 

Baseado na grande influência dos meus amigos André e Vinnie, começo a esculpir minhas primeiras palavras para o meu Blog. Sem dúvida, não é nenhum achado literário ou clássico mundial e sim recortes, fotografias da minha vida, da minha angustia, das minhas alegrias e porque não da minha alma. Ora ou outra, sujeito e verbo estarão em desacordo no texto refletindo a discordância interna que mora em mim, em alguns momentos palavras estarão mentido, em outros não conseguirei mentir a palavra da verdade. Seja como for, sempre acreditei que as palavras são mais fortes do que pensamos e que elas vivem independentemente de nós, tomando significados e formas variadas nos diferentes leitores e/ou ouvintes e que não somos capazes de mensurar o seu alcance. Não se espante muito o tom triste da escultura textual criada, faz parte de uma poética triste e melancólica que habita no escritor. Agora, no entanto, que minha vida parece acontecer comigo, tenho o que falar, sobre o que falar ... histórias pra narrar, palavras pra rimar, acordes pra formar e músicas pra tocar. Então... Seja bem-vindo ao meu Blog!!!

 

Escrito por fabiosmusic às 23h20
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Aquele dia ...

Por: Fábio Mendes Santos

 


 

Era o fim e todos sabiam disso

Naquele dia alguns ainda não entendiam

Mas foi sempre assim

Ontem, hoje e no dia que todos perguntavam sobre mim

No final do dia tudo ficou nublado

Meio montado, forçado

Meio assim...

Um jogo de xadrez sem rei,

Ouvindo Coldplay,

Pensando o que eu fazia de tão ruim.

Eram todos em um dia,

Gritos na calmaria compondo músicas sem melodias

Preenchiam os minutos que seguiam

E alguns ainda não entendiam o que acontecia por ali.

Esse dia foi roubado

Por rostos que nunca foram amados

Mas que um dia gostaram de mim

Era um sonho de uma vida

Era um dia sem saída

Era a saída de um dia roubado de mim

Escrito por fabiosmusic às 23h18
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Aquele do menino do banco Real! (Episódio Piloto)

 

Ai meu Deus!! É ele, são eles!!!! O que devo fazer? Paro, falo? Não, não, não tem muita gente. É melhor eu apressar o passo, talvez assim ninguém perceba. A menina do violão, a menina do violão está me olhando, ela me conhece? Ele falou sobre mim, por isso ela está me olhando, é isso. Desvio o olhar e foco em outro lugar fingindo que não percebo nada ao meu redor. Parece que ela ainda está me olhando. Passo direto, vou ao banheiro, me sinto tão desarrumado!!! Desço para o laboratório, “sala 14, por favor” ando, entro, sento, ligo o PC e ainda não me conformo de não ter ido falar com eles. Em minha caixa de e-mail milhares de mensagens sobre trabalho me lembram que preciso estudar, mas como? de que maneira? Sem pensar, movido por um impulso, faço logoff, me levanto e caminho em direção aqueles personagens que estão ali à mesa. Derrepentemente, o medo me assalta e recuo “espera!! é melhor eu dar a volta isso, isso se eu der a volta a possibilidade dele me reconhecer aumenta e assim vai parecer natural” Ledo engano!!!!

A conversa ao redor da mesa parecia pertencer a outra atmosfera. Ao aproximar formulo alguns tópicos de conversa para não haver aqueles momentos em que ninguém sabe o que dizer e o silêncio soa como um convite de ir embora. Chego, finalmente, “oi”, sempre muito educado me recebem bem, sou apresentado como a segunda vítima do Stalker. A partir de então, começo a falar desenfreadamente, temendo o tal silêncio. Percebo tudo ao meu redor. Enquanto falo, o menino do banco se inclina levemente para frente se mostrando interessado no assunto. Logo após, sou convidado a me juntar a mesa. Me viro, pego uma cadeira e me sento junto deles.

A menina do Ipod não me dá atenção, ninguém tira da minha cabeça que ela abaixava o som para ouvir o que estava acontecendo. A menina do violão, indiferente, Superior, prosseguia com suas melodias, se bem me lembro mi e lá menor faziam parte da trilha sonora do momento, ela também, ora ou outra, consultava um caderno que estava sobre a mesa, acho que não havia acordes apenas a letra de alguma música de sua própria autoria. Do lado do menino do banco, estava sentado a menina do belo par de olhos verdes e com um sorriso no canto da boca parecia participar da conversa mesmo sem dizer uma palavra, foi a que me deixou mais a vontade no primeiro momento. Isso tudo acontecendo e eu brigando com as palavras para manter a conversa com o menino do banco. O tempo passou, e era hora de subir pra aula, achei estranho estava cedo ainda, foi quando me lembrei que um dia eu também chegava cedo nas aulas.

Bem, a experiência foi boa, o resultado positivo (acho que sim, ao menos pra mim) o final marcado com um leve desespero de saber o que passava em suas cabeças, que música ouvia a menina do Ipod? Que acordes eram aqueles que a menina do violão tocava? o que estava escrito no caderno? Que sentido teria aquele sorriso no canto da boca? O que o menino do banco estava pensando sobre mim? É melhor deixar prá lá... faz tanto tempo mesmo.

 

Dedico esse texto para todos os participantes daquela mesa!!!!

 

 

 

Escrito por fabiosmusic às 23h14
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Texto desenhado

Escrito por fabiosmusic às 23h12
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Aquele da procura

Estou procurando por mim mesmo.

Quero encontrar essa criatura chamada eu,

nominalizada,

registrada,

numerada,

amada e rejeitada.

Estou em mim mesmo e comigo mesmo,

sendo eu e tendo de ser vários outros”.


Por: Fábio Mendes

Escrito por fabiosmusic às 22h29
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Histórico